Despedi-me de Brasília prometendo voltar logo que nos mandassem embora. Os parentes e amigos já não queriam que eu voltasse tão cedo, pois queriam ter um tempo para poder me visitar. De Brasília voamos para São Paulo onde pegávamos um voou para Frankfurt e de Frankfurt, outro para Viena. A fila para embarque internacional em São Paulo era uma coisa de perder a paciência. Por sorte ainda estávamos em solo brasileiro e no Brasil, mãe com crianças tem suas prioridades. "Blitz documentos!" Coloquei quatro passaportes e uma pasta de capa transparente com diferentes autorizações no balcão do policial federal. Ele olhou, folheou... e disse: "Não estou entendo nada" Explico: Essa autorização, senhor, é da mãe dessa filha mais velha, que é filha só do meu marido, mas que sou eu quem cria. Esta aqui é dessa moreninha, que é filha só minha, porém é o meu marido quem cria, mas aqui está o atestado de óbito provando que o pai dela morreu, portanto não pode autorizar-la a sair do país. E essa é a do bebê, que é minha filha com o pai daquela filha mais velha, mas que não está aqui conosco porque já foi na frente, pois... bla, bla, bla... O policial me olhou sério e disse quase cochichando no meu ouvido: "ta muito confuso, minha senhora passa, passa, passa..." Era só o que faltava. Ficou resmungando com ar de riso e balançando a cabeça em gesto negativo. Se eu quisesse roubar três meninas do país, não teria tido muita dificuldade.
Não preciso relatar como foi a viagem. Vocês devem imaginar como é uma viagem dessas de 24 horas. Correria em aeroporto, conexões com crianças e bebê no colo. Totalmente cansativa. Era noite quando o avião pousou no aeroporto "Schwechat" de Viena. E advinha quem me esperava com uma placa deste tamanho escrito bem vinda, meu amor? Errou, não era o Rô. Quem estava me esperando eram os mesmos que me esperaram no aeroporto de Frankfurt, em dezembro de 1998. O frio e a neve. Esses, novamente estavam lá, gelados e imponentes. Ele negativo como sempre e ela branca e se sentindo como se fosse um tapete espalhado por todo solo austríaco. Ai como eu odiei aquela receptividade. Hum! Mas pra compensar, maridinho também estava lá, quente, derretendo de alegria por receber sã e salva as suas quatro mulheres, o seu arem particular. E pra compensar mais ainda, levou com ele o seu colega de trabalho, o Fernando e sua linda mulher para nos receber. Que casal perfeito era aquele, meu Deus? Lindos! Ele só sorriso, ela faiscava meiguice no olhar. Os dois nos abraçaram como se nos conhecessem há muito tempo. Nos levaram para nosso apto vazio, compraram pizza para o nosso jantar, nos falaram das vantagens de viver em Viena, nos estenderam a mão e nos puxaram até o coração com tanto gosto, que cada ação e reação vinda deles fez marcar para sempre a minha chegada em Viena. Carol e Fernando, muito obrigada por todo carinho que nos foi dado mesmo antes de nos conhecerem. Vocês têm para nós um valor imensurável. Amamos vocês!
Para completar aquela noite, depois que nossos amigos saíram e as crianças foram pra cama, maridinho quis provar que dessa vez havia me colocado bem no centro da cidade da música. Convidou-me então para um pequeno passeio antes de dormir. Já era tarde e por causa do maldito frio eu quis recusar, mas para ter certeza resolvi conferir. Não é que ele estava falando sério! Em menos de cinco minutos andando, estávamos na rua principal de Viena, a "Kärntnerstraße". Respirei fundo sentindo a velha e boa atmosfera européia que já me fazia falta. De repente, ouço não muito longe de mim uma música. Logo essa música que já havia deixado marca no meu caminho, da qual falo no capítulo capítulo 46.
Mas agora ela marcava o começo de uma boa e nova etapa da minha vida. Eu e maridinho fomos em direção à música e ficamos ali abraçadinhos, ouvindo aquele homem na rua tocar no seu violão a música, "I´m sailing", como se fosse tocada de propósito pra nos receber. Dei uma importância imensa aquele momento, pois foi assim que fui recebida em Viena, com carinho enorme de pessoas que nem me conheciam e com música para confirmar que realmente eu me encontrava na velha cidade da música.
Para completar aquela noite, depois que nossos amigos saíram e as crianças foram pra cama, maridinho quis provar que dessa vez havia me colocado bem no centro da cidade da música. Convidou-me então para um pequeno passeio antes de dormir. Já era tarde e por causa do maldito frio eu quis recusar, mas para ter certeza resolvi conferir. Não é que ele estava falando sério! Em menos de cinco minutos andando, estávamos na rua principal de Viena, a "Kärntnerstraße". Respirei fundo sentindo a velha e boa atmosfera européia que já me fazia falta. De repente, ouço não muito longe de mim uma música. Logo essa música que já havia deixado marca no meu caminho, da qual falo no capítulo capítulo 46.
Mas agora ela marcava o começo de uma boa e nova etapa da minha vida. Eu e maridinho fomos em direção à música e ficamos ali abraçadinhos, ouvindo aquele homem na rua tocar no seu violão a música, "I´m sailing", como se fosse tocada de propósito pra nos receber. Dei uma importância imensa aquele momento, pois foi assim que fui recebida em Viena, com carinho enorme de pessoas que nem me conheciam e com música para confirmar que realmente eu me encontrava na velha cidade da música.





Lindo, Iram!
ResponderExcluirE você ainda teve forças para dar o passeio na chegada, mas claro, ao som de "I'm sailing"...
Beleza!
Bj,
Rui Pires - OLHAR D'OURO - Portugal
http://lamegoimage.blogspot.com/
Olá Iram, bela estória, quero ler a continuaçao, ou melhor, as continuaçoes.
ResponderExcluirViena tem uma atmosfera vibrante!Quando morava em Munique, íamos muito até aí!Beijos e um ótimo final de semana.
Iram, ando sumidíssima mas vou ler todos os capítulos dessa história linda, que certamente dará um livro.
ResponderExcluirEspero me acalmar, mesmo diante de uma reforma "monstro", mas hei de achar tempo para viajar junto com você, por esses países que já conhece.
Beijo!
Eta cantinho bom para sonhar, minha amiga!
ResponderExcluirVocê realmente é muito abençoada.
Beijos do coração!
Fe
Adoro ler suas memórias , viajo nelas , agora amiga conexão com 3 crianças .... isso só mesmo HEROINAS PARA CONSEGUIR RSRS bjs
ResponderExcluirOlá Iram
ResponderExcluirQue história linda, até parece conto de fadas. Voltarei com mais calma para ler mais. Agora ficarei aguardando a sua visita.
Adorei o blog e já estou te seguindo.
Bjoooooooooooooo............
http://amigadamoda.blogspot.com
É, viajar com 3 crianças, depois sair em uma noite gelada, é muita disposição...
ResponderExcluirBom fim de semana,
Beijos.
Iram , amiga linda
ResponderExcluirSuspirando aqui ... :)
Muito bom te ler !
Eu rio , choro , me emociono ,... que delícia
seus relatos.
Bjo Grande e Muita , mas Muita Paz pra você
e todas essas pessoas tão bonitas.
Oi Iram, lindo mesmo! A forma como vc descreve as suas passagens pela vida, não sei se serei capz de fazer o mesmo lá no meu blog mais novo. Bem, mas aquele policial estava besta mesmo! E o seu amor lhe esperando lá no aeroporto "A neve e o Frio", hufa... detesto frio. Tomara poder viver no Brasil.
ResponderExcluirQuero ver quando você me leva lá!
Um beijão, bom fim de semana.
São lindas suas histórias, são verdadeiras viajens, a música que você cita, é linda, eu gosto muito.
ResponderExcluirUm super abraço desejando um excelente final de semana e agradecendo suas visitas e seus comentários sempre muito gentis.
Bjsss
que imagens lindas!
ResponderExcluirnessa correria toda, perdi muitos posts... vou recuperar o atraso, rs, adoro ler o que vc escreve.
bom fim de semana!
e eu já amando o teu texto você ainda me vem com o Rod, que eu amooooooo!
ResponderExcluirIram, minha linda, eu estou bem. Resolvi que se tenho que viver com a dor física, não posso permitir uma alma triste. Escrever me salva dos demônios!
ResponderExcluirApesar das dificuldades de uma viagem tão longa com 3 crianças, vc é uma mulher de mta sorte. Deve ser por merecimento, pelo que te sinto por aqui.
Viena deve ser um luxo!
Bjs e bom fds
boa noite amiga
ResponderExcluiré muito bom ser bem recebida,
em principalmente por pessoas queridas
e por uma placa seja bem vinda.
linda noite amiga.....
Olá, gostei do seu belo post...Espectacular....
ResponderExcluirCumprimentos
boa noite amigo,
ResponderExcluirandando um pouco sem tempo, li sua crônica deste capítulo: maravilhosa como sempre.m O sono já me passeia pelos olhos, então...
Boa Noite,com um abraço
francisco miguel de moura
Iram, que maridinho romântico! Vc ensinou ele direitinho, né? Bjinho!
ResponderExcluirOi querida
ResponderExcluirParece que estou há um ano sem te ler. rsrs
Menina, aceita meu skype.
Ri quando você falou do embarque no Brasil. Você deixou o cara tonto. rs
Adoro essa música também. Ai, ai. Eu também iria ver se era verdade que estava no que sonhava. Ah, ia sim.
Este post me deu uma nostalgia que só.
Bjs no coração!
Nilce
Voltei aqui, antes de ler o próximo capítulo, senão fico perdidinha,rsrs.
ResponderExcluirQue lugar maravilhoso.
Agora tenho que correr ler o capítulo 87.
Bjo
Cidade da música, Iram, e da beleza. Uma crônica com as digitais de sua alma: envolvente e suave de ser ler. Beijos
ResponderExcluirEU ri do guarda no aeroporto..kkk
ResponderExcluirImaginei a cara dele..tu com as criancas um monte de papel, e ele perdido no meio de tudo...kkkk
Mas o que disseste é verdade, se fosse um rapto teria saído tranquila...
E o maridão é pra lá de romântico, e a noite só ficou melhor....
Tô indo ler o próximo
Iram querida, você é tão musical, eu gosto tanto disso em você sabia?
ResponderExcluirUm dia espero ter a chance de te encontrar pessoalmente só pra te dar um abraço bem apertado e dizer o quanto eu gosto de tí.....
God Bless You Forever!!!
Lu