Brasília, você é meu porto seguro que me recebe sempre com o mesmo brilho, todas as vezes que eu tenho que voltar. Foi assim nos anos 80, quando pela primeira vez me recebeu de braços abertos, mesmo sem me conhecer. Foi também assim nos anos 90 quando me deixou ir embora para Bahia e sorriu de felicidade ao me ver voltar. E agora em 2000 te sinto Brasília, mais feliz ainda por saber que desta vez, posso escolher um dos pedacinhos mais caro do teu chão que eu sempre quis e nunca te deixaram me dar um, e tampouco nunca pude comprar. Sinto que não importa como eu chego ou com quem eu chego o que importa é a sua receptividade que me faz fincar raiz e senti-me em casa própria acolhida pelos sonhos realizados.
Os dois anos de abnegação, depressão, frio, viagem, diversão, trabalho e economia na Alemanha nos deram o direito de comprar a nossa casa em Brasília. E o prazer desgraçado que sentimos em escolher, decorar e morar nela foi quase libidinoso. Para não dizer maravilhoso. A vida estava ótima, realmente não tínhamos do que reclamar, mas como reclamar faz parte da minha função eu reclamava de tudo que eu via mal feito, e que já havia me desacostumado.
As crianças mais uma vez, passavam por adaptação. Pensando que talvez um dia, ainda pudéssemos morar no exterior colocamos a Ingrid numa escola internacional. A Michelly por ter sido alfabetizada na Alemanha e por isso estava mais "afiada" em alemão do que em português precisaria mesmo ir para uma escola bem brasileira. E foi para o colégio "Santa Rosa", aquele que nos tempos das "vacas magras" eu sonhava em vê-la estudando lá. "Maridinho havia voltado a trabalhar a todo vapor. Estava feliz com a sua nova posição e com o rumo que as coisas tomavam.
Quanto a mim desempenhando os mesmos papeis de antes: administradora, mãe, mulher e amante ainda à moda recén-casada. Como administradora estava bem mais fácil realizar as tarefas do patrimônio não herdado. Ali, eu falava a minha língua. Podia gostar e desgostar, mandar e desmandar e se não entendessem o meu recado, não precisaria dar flores para que entendessem que eu não entendia o que me era dito, entendeu do que estou falando? Não? Está no capítulo 70 . Como mulher me sentia mais madura, mais preparada, mais segura do que eu queria. Como amante? Ah, como amante... aah... sei lá, gente. Talvez mais dada, mais confiante, misteriosa, como se guardasse um trunfo romântico para usar somente nos mais deliciosos silêncio das noites. Não quero contar. Ou talvez conte mais tarde. Ou mais tarde será muito tarde pra contar que os dois anos que passei longe do Brasil parecia que nunca havia saído dali? Isso é que é ser agraciada pelo prazer de ser intensamente patriota.

Claro!... ficamos aguardando por esse "mais tarde".
ResponderExcluirAgora fiquei curioso!...
Um belo Carnaval!
Bj
Rui Pires - OLHAR D'OURO
http://lamegoimage.blogspot.com/
Adoro aqui...
ResponderExcluirUm beijo querida o//
Oi Iranzinha
ResponderExcluirLindas palavras. A gente com certeza dá mais valor no simples fato de podermos falar a nossa lingua quando estamos no Brasil. É uma coisa tão natural que provavelmente ninguém liga para isso no dia-a-dia, mas só quem está fora e não fala a lingua local (meu caso e não o seu, cof, cof) é quem sabe que as pequenas coisas são tão importantes.
Bjs
Lu
PS: Agora a pouco vi a BUI saindo do Zielnada com a Luisa e com a Ingrid.
Estou sem postar, mas continuo aqui, sempre!
ResponderExcluirExcelente semana, Iram, e aguardando o próximo capítulo.
Bjs!!!!
Oi Iram que saudade de vc...ainda bem que me compreendeu, espero que logo logo eu esteja de volta com a mesma frequencia de antes, beijos
ResponderExcluirAcredito, Iram, que nenhum outro lugar é capaz de substituir a nossa natal terra. Sou deliberadamente apaixonado pela minha terrinha. Beijos
ResponderExcluirP.S: O seu comentário não foi salvo, em minha página, para moderação.
Oi Iram,
ResponderExcluirLendo este post sobre estas suas experiências, lembrei de um trecho da música "Encontros e Despedidas", do Milton Nascimento e do Fernando Brant:
" ...E assim, chegar e partir
são só dois lados
da mesma viagem
O trem que chega
é o mesmo da partida..."
É a vida!
Bjs.
Uia muilher, arre que voltei.
ResponderExcluirE com você já arranjada em Brasília novamente.
A vida tem dessas coisas né? Cá e lá de uma hora para outra.
E vamos que vamos, viver menina que estou com tanta saudades de ti que até nem sei.
Parabéns pelo seu, pelo nosso Dia da Mulher. Comemora aí e eu por aqui, porque apesar de tudo não optaria a ser homem por nenhum dia. rsrs
Bjs no coração!
Nilce
As páginas deliciosas da vida, preenchidas com o charme, o glamour e o sentido estético de uma Princesa das Letras!
ResponderExcluirQuerida amiga,
ResponderExcluirvc me deixa "nas nuvens" com seus elogios!
Muito obrigada, de coração! COM CERTEZA vamos comer mitos pães de queijo juntas!
Feliz dia para vc também! Estamos indo p/ Sampa, e no sábado comemoraremos o primeiro aninho do Pedro, o bebê mais amado do mundo....
Com muito carinho,
Adoro suas postagens, você tem o dom de me deixar curiosa para o próximo capítulo,rsrsrs.
ResponderExcluirQueriducha passe lá no blog, tem uma singela homenagem às mulheres maravilhosas ( e vc é uma delas)
Beijokinhas.
Olá, minha amiga querida, o amor a nossa origem sempre fala mais alto.
ResponderExcluirConfesso que estou curiosa pra saber como foi esse período de retorno.
Meu Carnaval ta só no sossego!
Bcojas
Oi oi! Ai, que bom voltar pra casa e conseguir conquistar aquilo que parecia quase impossível, né? Se um dia eu retornar, espero que seja assim, apesar de que, quero ser internacional pra sempre... heheheh! Vc me perguntou se a kitaba era boa... eu adoro! Vc perguntou se eu não tinha medo que roubassem meu cabelo...hehehe. Tenho não, a gente não ouve falar disso aqui, acho que não acontece. O que tem acontecido é comércio de cabelo de cádaver, imagina! As mulheres aqui estavam tendo reaçãoes estranhas aos cabelos e não sabiam porque, até que isso foi descoberto... me-da!
ResponderExcluirIram querida!
ResponderExcluirCá estou eu para te desejar muita força para continuares a nos descrever a tua passagem pela vida. Como o fazes tºao bém. Venho sempre te ler, só que por vezes não dá para te deixar um comentário.
Um belo dia da mulher.
Um grande beijo deste teu admirador nº1
que tal contar logo?! rs
ResponderExcluirbeijos
Iram
ResponderExcluirPelo que vi nos comentários, você ficou de nos contar alguma coisa. Vai contar?
Não li o post, porque ainda faltam alguns capítulos para eu terminar a leitura de todos. Daí passo a ler normalmente, isto é, diariamente.
beijos
Delícia os seus contos reais. Eu tive a felicidade de morar 14 anos fora, de falar a mesma língua e de ter regressado à minha pátria com a sensação de ainda estar no Brasil. Pois é...estas minhas duas pátrias são tão parecidas que, sinceramente, não estranhei nada. Se a minha família tivesse voltado comigo poderia até afirmar que não tinha havido sofrimento algum com este regresso. Assim, claro, houve aquele causado pela ausência de familiares e amigos. Um beijinho, Iram e até breve.
ResponderExcluirEmília
é amiga difícil
ResponderExcluirvoltamos, e pior saimos da onde
não queremos sair.
mais o melhor é ser recebida
de braços aberto aonde chegamos rs
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Beauty is present,
you just want to see them,
or at least deliberately
do not close your eyes.
/ Theodor Fontane /
Have a nice day and best regards to Polish hot; **
Karolina ; ^
Iram , amiga querida
ResponderExcluirComo é bonita a forma como conta suas passagens, sentimentos , sua história.
Te leio com o maior prazer ...
BjO grande e uma Noite Serena.
É muito bonito a forma que vc fala de Brasilia. Tudo depende de como agente observa as possibilidades. Desejo muito sucesso para vc e sua familia. bjs
ResponderExcluirIram, vim aqui agradecer suas visitas ao Fio de Ariadne e tb conferir o layout novo que a Elaine ajudoou vc a criar. Está lindo. Gostei tanto do seu blog. Vou assinar por email pra não perder nada.
ResponderExcluirbjs
Hey Belíssima o que eu posso dizer frente a um post tão brilhante? meus parabéns
ResponderExcluirvocê seja muito feliz nessa nossa terra tão contraditória! e que bom que estas feliz, Brasilia é incrivel mesmo! seja bem vinda ao nosso Brasilzão gigantão!
terra continental
que não se esconde entre nenhuma e sim outras no meio dela!
Dan
Olá, Iram!
ResponderExcluirObrigada pela visita e por me seguir!
Já comecei a ler este Blog, cheio de histórias lindas.
Volte sempre para o cafezinho, estarei de braços abertos!
Beijos!
Parabéns, minha querida! Esta história vai ficar como best-seller... sem dúvidas.
ResponderExcluirVOLTEI à blogosfera IRAM, mas parece que tu saiste . foste de ferias??
ResponderExcluirbem amiga voltei e estou lendo a tua saga por aqui nada parou
kis :=)
A terra da gente sempre é a terra da gente e a sençação de voltar vitoriosa é mto gratificante . Amei o texto como sempre , mas não sei o que aconteceu aqui não tava atualizando o post por isso custei á vir , obrigada pelos comentários np seul bjs !
ResponderExcluirBelas palavras...Espectacular....
ResponderExcluirCumprimentos
Agora vai ter que contar esse negócio de no silêncio da noite. Rsrsrs. Iram querida, nosso um prato austríaco seria tudo de bom na minha série. Faz aí amiga. Bjs
ResponderExcluirEi lindona, ja estou curiosa é para saber como acabaram voltando pra Europa....risos, achei que só eu tinha sido nômade nessa vida mas pelos vistos não....kkkkk
ResponderExcluirUm beijo pra vc minha querida e tenha uma semaninha abençoada...
Lu
Viajar, correr o mundo é muito bom, mas nada como falar com quem nos entende mais facilmente, pelos costumes, pela língua, por tudo. O importante, porém é estar feliz, onde estiver.
ResponderExcluirBeijos.